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Excesso de peso

O excesso de peso prejudica não só a aparência, como também a saúde.

Os quilos excedentes são como um fardo que a pessoa carrega dia e noite, forçando a circulação, o aparelho locomotor e todo o funcionamento do organismo. Pode causar pressão alta, diabete, alteração nas articulações e outros problemas físicos, além de acarretar repercussões emocionais.

O peso ideal pode ser calculado pelo ÍNDICE DE MASSA CORPORAL, o qual é determinado dividindo-se o peso, em quilos, pela altura, em metros ao quadrado, conforme demonstrado a seguir: IMC = peso/altura²

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    • 18 - 25 = normal;
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    • 25 - 30 = sobrepeso;
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    • 30 - 40 = obesidade
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    • acima de 40 = obesidade patológica

Exemplo: peso 63,5 quilos e altura 1,69

IMC = 63,5 divididos por 1,69² = 63,5/2,85 = 22 (normal)


Outro indicador útil é a MEDIDA DA CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL.

Circunferência abdominal maior que 102 cm (no homem) ou 88 cm (na mulher) são indicadores de presença de gordura abdominal, fator de risco para saúde, mesmo que o IMC esteja normal ou apenas indicando sobrepeso.

Causas do excesso de peso

O indivíduo tende a engordar por fatores genéticos e por hábitos de vida errados. Em geral a obesidade é resultado da associação dessas duas condições.

Os fatores genéticos, hereditários, não podem ser modificados, pois fazem parte da própria constituição da pessoa. Os hábitos de vida, entretanto, podem e devem ser corrigidos. Mesmo quem tem uma tendência hereditária a engordar poderá livrar-se do excesso de peso se adotar hábitos mais saudáveis.

Hábitos de vida

De uma maneira geral, a pessoa obesa come muito e come mal. Além disso é comum que leve a vida de forma sedentária. Para não fazer parte desse time é preciso aprender a alimentar-se corretamente, bem como praticar alguma atividade física.

Quando falamos em atividade física, não significa, obrigatoriamente, ingressar em uma academia. Isso seria ótimo, principalmente por se obrigar a um compromisso e poder contar com a supervisão de um profissional habilitado. Mas, simplesmente, caminhar ou andar de bicicleta, regularmente, já é um passo importante. O início exige um pouco de força de vontade. Mas lembre-se: pouco é melhor que nada. Aumentando gradativamente o esforço, com o tempo a atividade se transformará em uma experiência agradável. Independente das calorias que o exercício fará você perder, a prática de atividade física irá ajudar a elevar o bom colesterol, melhorar o metabolismo da glicose, exercitar o aparelho locomotor e, além disso, promoverá a liberação, pelo sistema nervoso central, de substâncias que proporcionam mais satisfação e prazer com a vida.

Quanto à alimentação é preciso um esforço consciente e contínuo. Não é só comer menos. Também é importante o que comer e como comer.

O esforço para emagrecer é uma luta entre a razão e o instinto. A razão, o bom senso, diz que temos que perder peso; o instinto estimula a fome, pedindo que se acumulem reservas.

Dicas sobre a alimentação

     

  • Emagrecer comendo à vontade e sem esforço. Quem promete isso está querendo abusar da sua boa fé. Isso não existe. Não existem também remédios que "queimam calorias", nem fórmulas "naturais" milagrosas que façam emagrecer. Com o uso de diuréticos e laxativos a pessoa até perde peso, desidrata, mas não emagrece. Ao parar o remédio, volta ao peso anterior. É o tal "efeito sanfona", tão prejudicial à saúde.

     

  • Coma mais devagar. Toda pessoa gorda come depressa. A sensação de saciedade leva alguns minutos para ocorrer. Se a pessoa come muito depressa, quando chega o sinal da saciedade a pessoa já ingeriu quantidade excessiva de calorias. Comendo mais devagar, diminuímos o total ingerido. Mastigue bem a comida, alimente-se com calma, com atenção no que está fazendo, sentindo o sabor dos alimentos.

     

  • Não "pule" refeições. Faça quatro refeições por dia: café da manhã, almoço, lanche e jantar. Deixar de fazer uma refeição ocasionará mais fome para na próxima refeição, aumentará a acidez do estômago e desorganizará o "relógio interno" do organismo.

     

  • Não "belisque". Não coma fora das refeições. Quando sentir um pouco de fome, lembre-se que é nessa hora que estão sendo queimadas suas reservas. Não se angustie com isso. Se for preciso, tome um copo de leite desnatado ou semi-desnatado, com adoçante. Não vai passar a fome, mas ajudará a aguardar a hora da refeição. A cervejinha com lingüiça, a empadinha, é claro, estão fora de cogitação.
  • Determine um objetivo realista. Veja quantos quilos quer eliminar e tenha perseverança no objetivo. Uma boa meta será diminuir 10% do peso em seis meses. Não adianta emagrecer 8 quilos em um mês com a dieta da moda, que ninguém agüenta fazer por toda a vida; ao parar a dieta, você voltará aos antigos hábitos e ao peso anterior. Ao diminuir 1 quilo por mês, no final de um ano terão sido eliminados 12 quilos e, o que é mais importante, foram criados hábitos de vida mais saudáveis. Não pense que em 2 ou 3 dias haverá perda de peso significativa. Controle seu peso uma vez por semana, na mesma balança, às mesmas horas.
  • Ninguém emagrece comendo pizza, x-tudo, bombom de chocolate. Essa é uma parte importante da tal "mudança de hábitos". Esqueça os alimentos altamente calóricos. Aprenda a apreciar o sabor dos legumes, das verduras, das frutas. Nada de saladas "insossas", entretanto. Com pratos criativos, novos sabores serão descobertos. Seja em casa, seja no restaurante, resista à tentação. De maneira geral, são mais calóricos os alimentos gordurosos (lombo, toucinho, lingüiça), frituras, carnes gordas, refrigerantes, sorvetes, açúcar, doces, massas (macarrão, pastel), farináceos (farinha de trigo, de mandioca, fubá), purês, pirão (alimentos que exigem pouca mastigação). Use muita verdura, frutas, legumes, carnes magras, leite desnatado, queijos magros. Quanto aos legumes, uns são mais calóricos, outros menos, Se variamos sempre, o resultado é uma boa média. Não abuse dos alimentos "light". Se o light tiver menos 30% de calorias, comendo 30% a mais estará anulada a vantagem.

Existe sempre uma solução

Se o objetivo for eliminar um poucos quilos, o que foi dito acima poderá ser o bastante. Melhor ainda se puder contar com a orientação de um(a) nutricionista. Se o objetivo não estiver sendo alcançado, pode ser necessário a ajuda de um médico. Se o excesso de peso for maior, será preciso uma equipe multidisciplinar, que poderá incluir, alem de tratamento medicamentoso, apoio psicológico. Os casos de obesidade severa, sem resposta ao tratamento clínico, são indicação para tratamento cirúrgico, a chamada cirurgia bariátrica. Não se iluda, entretanto. A cirurgia exigirá controle e mudança radical de hábitos, para o resto da vida.

 

Para saber mais: http://www.abeso.org.br Link externo

Última atualização ( Sáb, 29 de Agosto de 2009 14:43 )
 
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