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Menopausa

É a parada do funcionamento cíclico dos ovários. Manifesta-se clinicamente pela cessação das menstruações.

Conceitos

Todo ser vivo cumpre um ciclo: nasce, cresce, reproduz, envelhece e morre. Na espécie humana, observamos nesse ciclo de vida dois momentos marcantes: puberdade e climatério.

Puberdade - É a passagem de criança para adulto. Marca o início do período reprodutivo. Na puberdade há um momento em que pela primeira vez na vida a menina menstrua – é a menarca.

Climatério - É a passagem da idade adulta para a velhice. Corresponde ao fim do período reprodutivo. O climatério feminino tem um momento marcante – é a menopausa.

A menopausa ocorre em torno dos 50 anos. Nem sempre é súbita. É comum os ciclos tornarem-se irregulares, falharem, antes de cessarem completamente. Só podemos dizer que a mulher está na menopausa quando, em torno daquela idade, as regras faltarem por um ano. Se a mulher já não menstruava anteriormente, como acontece naquelas que tiveram removido cirurgicamente o útero, a menopausa só vai se exteriorizar pelas suas manifestações clínicas e a melhor maneira de identificá-la é por dosagens hormonais.

Com o passar dos tempos a expectativa de vida aumentou. Na primeira metade do século vinte (são só algumas décadas...) a expectativa média de vida era de 40 a 50 anos. Com o rápido progresso da medicina, a menina que nasce hoje tem uma expectativa de viver 60 a 70 anos. Antes, a menopausa correspondia não só ao fim do período reprodutivo, como também ao final da própria vida. Agora a menopausa marca o início de uma nova fase da vida. Ainda resta um terço para ser vivido. Isso é um fato novo, ainda não sedimentado nas tradições e na cultura popular. Surgem dúvidas e contradições. Tomar, ou não, hormônio? E o sexo, como fica? Adianta mesmo fazer preventivo? É preciso que a mulher se instrua sobre o assunto para desfrutar plenamente esses anos.

 

Sintomas

Os sintomas variam de mulher para mulher. Os ovários param de funcionar ciclicamente, mas não cessam completamente sua atuação. Para algumas mulheres o desconforto é enorme. Para outras a transição ocorre sem maiores problemas. De maneira geral podemos dividir os sintomas em imediatos, a médio prazo e a longo prazo. Sintomas imediatos são as ondas de calor (fogachos), insônia, nervosismo. Algum tempo depois a mulher pode notar que a pele está perdendo seu viço e a mucosa vaginal passando a ficar ressecada, tornando o ato sexual desagradável. A longo prazo as modificações do metabolismo favorecem o aparecimento de alterações cardiovasculares e de fragilidade óssea, podendo até a chegar às fraturas por osteoporose. Vários outros problemas podem ser relatados, mas é importante repetir que nem todas as mulheres sofrem esses desconfortos, nem a intensidade é a mesma entre as que os sentem.

 

Tratamento

Menopausa não é doença. É fase normal da vida da mulher. Não sendo doença, não necessita tratamento. Precisam ser tratados, isso sim, os sintomas que venha a sentir nesse período, para que ela possa desfrutar de melhor qualidade de vida. Alem disso, a mulher que atinge a menopausa não é mais criança e deve dispensar atenção `a preservação da sua saúde. Assim, em vez de tratamento, ela precisa de cuidados com a saúde.

Cuidados com a saúde

Hábitos de vida – Vida sedentária e excesso de peso são inimigos da mulher na menopausa. Atividade física não significa obrigatoriamente entrar para academia de ginástica. Participar de exercícios em grupo ou simplesmente andar, com trajes confortáveis e protetor solar, durante cerca de 40 minutos, pelo menos 3 vezes por semana, já satisfaz. A alimentação deve ser correta, evitando as frituras e as gorduras saturadas de origem animal, tão prejudiciais ao colesterol, bem como alimentos ricos em hidratos de carbono, que favorecem o aumento de peso. Controlar o peso e a alimentação são atitudes tão ou mais benéficas que qualquer remédio, nessa fase da vida.

Check-up anual – Pelo menos uma vez por ano a mulher deve procurar seu ginecologista para exame que inclui verificação da pressão arterial, dosagens sangüíneas de glicose e colesterol, colpocitologia (Papanicolaou), mamografia, alem de outros que o médico julgue necessário. Hipertensão arterial, diabete, doença arterial coronariana, câncer de colo de útero e de mama são causas comuns de morte e invalidez que podem ser eficazmente evitadas. Uma densitometria óssea mostrará se há tendência à perda óssea, o que poderá exigir acompanhamento e oportuna repetição do exame.

Reposição hormonal – Há quem ache que sem reposição hormonal não poderá haver boa qualidade de vida; há quem tenha pavor de hormônios. Ambos estão errados. Se a mulher está se sentindo bem , o colesterol está normal, não há perda óssea, a vagina não está ressecada, não há porque tomar hormônio. Se está com ondas de calor, dificuldade na relação sexual ou com osteopenia que se agrava, reposição hormonal só poderá fazer bem. A decisão será sempre tomada em conjunto, médico-paciente. O tratamento será individualizado, de acordo com as necessidades de cada mulher. Via oral, vaginal ou transdérmica, injeções, implantes, administração cíclica ou contínua, são opções adotadas não por simpatia ou modernidade mas, como dissemos, de acordo com as necessidades de cada paciente. Quando falamos em reposição hormonal estamos falando de hormônios naturais, substâncias iguais àquelas produzidas pelos ovários. Tem sido feitas tentativas de substitui-las por hormônios de plantas (fito-hormônios), mas não existem comprovações científicas da eficácia desse tipo medicação. Converse com seu médico.

 

Para saber mais sobre menopausa: http://www.menopausa.org.br/ Link externo

Última atualização ( Seg, 29 de Junho de 2009 13:51 )
 
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