Osteoporose
Nossos ossos não são estruturas estáticas. Durante toda a vida eles estão se renovando. A cada momento pequenas porções de tecido ósseo são reabsorvidas para dar lugar a formação de tecido novo. Células denominadas osteoclastos são responsáveis por essa reabsorção, criando lacunas chamadas "lacunas de Howship." Um segundo tipo de células, os osteoblastos, penetram nos espaços assim formados e sintetizam tecido novo. Esse ciclo de remodelação óssea está na dependência de uma série de fatores – atividade física, luz solar, raça, hormônios, vitaminas, sais minerais e outros. O equilíbrio entre formação e degradação é que determina a qualidade do osso. Na infância e juventude o balanço tende à construção, permitindo a formação de reservas; equilibra-se na idade adulta; vai tendendo à degradação conforme envelhecemos. Assim, com o passar dos anos é de se esperar um certo grau de rarefação – osteopenia -, que quando progride muito alem dos limites da normalidade constitui a osteoporose. Pessoas de pele e olhos claros, vivendo em países com pouca luz solar são mais propensas ao problema. Os estrogênios, hormônios da feminilidade, tem efeito protetor sobre os ossos ; a sua deficiência, após a menopausa, contribui muito para acentuar a osteopenia.
Tipos de Osteoporose
Primária
- Tipo I - Pós- menopausa
- Tipo II - Senil
Secundária
- Hipertireoidismo
- Hiperparatireoidismo
- Hipogonadismo
- Artrite reumatóide
- Medicamentosa
- cortisona
- insulina
- anticonvulsivantes
- hormônio tireoideano
- heparina
Diagnóstico
O osso enfraquece de maneira silenciosa. Muitas vezes o primeiro sintoma da osteoporose já é a fartura. Assim, o diagnóstico oportuno da fragilidade óssea depende de exames, dos quais o mais importante e mais prático é a Densitometria Óssea de dupla emissão de raios-X.
Toda mulher, após a menopausa, deve submeter-se a uma densitometria óssea. Se houver perda óssea importante ou se estiverem presentes fatores de risco, o exame será repetido em intervalos determinados pelo médico.
Avaliamos a coluna lombar e o quadril, locais mais sujeitos a fratura, comprando-se o resultado com um valor ideal. O resultado é expresso em termos de desvio padrão, como na tabela que vemos a seguir.
A – NORMAL – valores de BMD até 1 desvio padrão.
B – OSTEOPENIA – valores entre 1 e 2,5 desvios-padrão. É neste grupo que as medidas de prevenção para perda de massa óssea seriam mais importantes.
C – OSTEOPOROSE – BMD mais de 2,5 desvios-padrão.
D – OSTEOPOROSE SEVERA – mais de 2,5 em pacientes com uma ou mais fraturas.
Fatores de risco
- História familiar de osteoporose
- Menopausa precoce
- Amenorréia durante a fase de reprodução
- Imobilização prolongada
- Uso sistêmico de corticóides
- Doença tireoideana
- Tabagismo
- Alcoolismo
Profilaxia e Tratamento
A profilaxia da osteoporose inicia-se já na infância, com adequada ingestão de cálcio, o que permitirá a formação de uma boa reserva para toda a vida.
Recomenda-se a ingestão de 1 500 mg de cálcio por dia. O leite e seus derivados, os peixes, o brócolis, a couve, são excelentes fontes do mineral. O cálcio contido nos alimentos é melhor absorvido que o administrado como medicamento.
O exercício físico regular, alem de outros benefícios, também é importante meio de evitar a perda óssea. Simplesmente caminhar 30 ou 40 min, 3 ou 4 vezes por semana é de grande valia. Exercícios de maior impacto dependem de orientação médica e devem ser evitados, se já houver osteoporose, pelo risco de fraturas.
Outro fator é a exposição à luz solar, recomendação quase desnecessária a quem mora nos trópicos, a ela submetendo-se naturalmente no seu dia-a-dia.
Completam as medidas a reposição de estrogênios após a menopausa. Se a mulher por algum motivo não puder usar estrogênios, existem outras substâncias que os substituem.
O tratamento da osteoporose instalada é feito com medicamentos a serem prescritos pelo médico, sendo os mais comuns a calcitonina e os biofosfonados.
Para saber mais sobre osteoporose: http://drauziovarella.ig.com.br/entrevistas/osteoporose_zerbini1.asp 





