Câncer de colo do útero
O câncer de colo do útero é o tumor maligno mais freqüente, nas mulheres em idade reprodutiva, em todo o mundo. É uma das principais causas de morte entre as mulheres brasileiras.
Prevenindo o câncer
Diferente dos pulmões ou do cérebro, o colo do útero é facilmente visível, permitindo que se faça o seu estudo com boas condições de iluminação e com o emprego de aparelhos óticos que ampliam a imagem, permitindo exame minucioso. O recurso preventivo mais valioso, entretanto, é a colpocitologia. Esse método consiste na colheita, com pequena espátula de madeira, de células descamativas da superfície do colo do útero, as quais são distendidas em lâmina de vidro e preparadas para exame microscópico. Dessa maneira podemos detectar alterações celulares que antecedem, geralmente em anos, ao aparecimento desse tipo de câncer. Essas lesões precursoras são sempre curáveis. Mesmo o câncer já instalado, ainda na sua fase inicial, chamada "in situ", é 100 % curável.
Colpocitologia
A colheita de material para citologia é feita durante o exame ginecológico, em que é avaliado o aparelho genital como um todo. O material assim colhido é distendido em lâmina de vidro e enviado para laboratório especializado. É o mundialmente conhecido método de Papanicolaou.
Para um exame confiável, são necessários alguns cuidados:
- O exame deve ser realizado sempre no período pós-menstrual, nunca nos dias que antecedem às regras. Se a mulher estiver usando anticoncepção hormonal (pílulas ou similar) ou na menopausa, a colheita pode ser feita em qualquer dia.
- A mulher deve estar a pelo menos 3 dias sem vestígios de menstruação, sem uso de cremes vaginais e sem manter relações saxuais..
Em princípio, o exame deve ser feito anualmente por toda mulher que tem (ou teve) vida sexual ativa. Certas alterações, se encontradas, podem indicar repetições mais freqüentes.
Nos programas governamentais de atendimento em massa, podemos, por medida econômica, adotar intervalos maiores e concentrar a atenção no grupo etário 35 – 49 anos, em que a doença é mais freqüente.
Outros métodos de exame
Algumas vezes exame clínico e citologia podem deixar dúvidas ou pode haver necessidade de outros exames para esclarecer o diagnóstico, como a colposcopia e a biópsia.
A Colposcopia consiste na observação da superfície do colo uterino com um sistema de iluminação e lentes de aumento que, com o auxilio de determinadas substâncias, facilitam a visualização de pequenos detalhes.
A Biópsia, colhendo tecido para exame histopatológico, fecha o diagnóstico sem deixar dúvidas e permitindo que seja instituído o tratamento correto.
Câncer de colo e HPV
Em sua forma mais comum, carcinoma epidermoide, o câncer de colo é provocado por alterações celulares induzidas por um vírus (vírus do papiloma humano ou HPV), que pode ser transmitido durante as relações sexuais. O HPV é extremamente difundido na população, mas apenas em pequena parcela dos infectados ocorre a evolução no sentido de doença maligna. Influem nessa evolução uma série de outros fatores, como o tipo do vírus, o estado imunológico do indivíduo e hábitos de vida ( por exemplo, o vício do fumo).
Quando dizemos que o problema possa ter ligação com atividade sexual, não significa uma relação obrigatória e imediata de causa e efeito. Uma vez transmitido, o vírus pode ficar sem manifestar-se por longos períodos, muitas vezes de anos. O parceiro também pode estar há anos infectado sem manifestação clínica anterior ou atual. Assim, o aparecimento do vírus em uma pessoa não significa infidelidade ao, ou do, parceiro atual. Não há que se procurar culpados.
Para saber mais sobre câncer de colo do útero: http://www.prevencaodecancer.com.br/003_a.htm 





