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HPV

HPV é a abreviação, em ingles, de Human Papiloma Virus, ou seja, Virus do Papiloma Humano.

Esse grupo de virus, na realidade, corresponde a mais de 100 tipos e são responsáveis pelo aparecimento de verrugas (papilomas) em qualquer parte do corpo humano.

Manifestam-se como lesão localizada nas células de revestimento da pele e das mucosas e desse total de uma centena, cerca de 40 tem tendência especial pela localização na pele e mucosas do aparelho genital, constituindo a chamada de verruga venérea ou condiloma acuminado.

Na realidade a lesão nem sempre é um típico condiloma acuminado, como veremos mais adiante, e também nem sempre a transmissão é sexual, embora essa seja a mais comum.

O importante é deixar logo claro que é uma doença localizada, restrita a uma área do corpo, não passando para o sangue, não se disseminando pelo resto do organismo.

 

Manifestações Clínicas

As manifestações clínicas da doença, assim como sua evolução, dependem fundamentalmente do tipo de vírus que são assim divididos em 2 grupos:

- HPV de Baixo Risco - Corresponde aos tipos 6, 11, 42, 43, e 44. Manifestam-se como típicas lesões verrucosas. São os clássicos condilomas acuminados, popularmente chamados de "couve flor" ou "crista de galo", devido ao seu aspecto. Geralmente não estão relacionados com processo malignos.

- HPV de Alto Risco - Do tipo 16, 18, 31,31, 35, 39, 45, 51. 52, 56, 58, 59, 66 e 68. São responsáveis pelas chamadas lesões de alto grau e pelo câncer de colo de útero. Manifestam-se como lesões nem sempre visíveis a olho nu, daí a necessidade de procurá-las através exames especializados, principalmente pela citologia vaginal.


Evolução

A contaminação pode ser por via sexual, não sexual (familiar ou nosocomial) e materno-fetal. A mais comum é a sexual.

Quando a pessoa é infectada, segue-se um período chamado de incubação, durante o qual o organismo procura defender-se da agressão. Em mais de 90% dos casos nossas defesas vencem a luta, eliminado o vírus, resultando na cura. Se o vírus não for eliminado poderá evoluir para forma latente, para a forma clínica ou para a subclinica. Como infecção latente pode ficar longo tempo sem se manifestar, só sendo possível a sua identificação por sofisticados métodos de biologia molecular. Esse período latente é geralmente de 3 a 6 meses, mas pode prolongar-se por anos ou décadas. A fase de infecção clínica é marcada pelo aparecimento do condiloma, comum nas lesões de baixo grau. Na fase subclínica ocorrem lesões que não são visíveis a olho nu, pela paciente ou por seu parceiro. Mesmo o médico necessita de aparelhagem especial para observá-las.

Diagnóstico

O diagnóstico da infecção pelo HPV baseia-se na história clínica, na inspeção, na citologia, na colposcopia , em exames laboratoriais e na biópsia.

Na história clínica, muitas vezes temos a relato do conhecimento da presença do vírus no parceiro.

A inspeção poderá permitir a observação dos condilomas, quando ocorrem.

A colpocitologia é o exame mais importante para a detecção precoce dessa doença. É o popularmente chamado "exame preventivo". O ginecologista fará um exame do aparelho genital e colherá material para uma lâmina que será enviada a laboratório especializado. O resultado demora alguns dias. Quem faz preventivo regularmente, dificilmente receberá um resultado indicando "câncer".
O câncer é sempre precedido de lesões de alto grau, as quais levam 1 a 10 anos para evoluir para câncer. E nessa fase inicial a lesão é sempre curável. Por isso é tão importante o "preventivo".

A colposcopia é um exame feito com auxílio de um aparelho especial, o colposcópio, com o qual observamos a mucosa com lentes de aumento e boa iluminação, permitindo a identificação de lesões não visíveis a olho nu.

Em alguns casos podemos recorrer a exames de laboratório, como a Captura Híbrida ou a Reação de Polimerase em Cadeia (PCR), para esclarecer o diagnóstico.

O exame histopatológico do material obtido por biopsia corresponde ao padrão ouro no diagnóstico, permitindo classificar com maior segurança a gravidade da lesão e planejar o tratamento. Colhe-se pequena porção de tecido (biópsia) que é enviado a laboratório especializado.


Profilaxia

Já existe uma vacina que confere imunidade eficaz em relação aos vírus de HPV mais comuns (tipos 6, 11, 16 e 18), causadores da maior parte das infecções. É aplicada em 3 doses, sendo o ideal que seja administrada antes do início da vida sexual.

Como a vacina não confere imunidade a todas as variedades do virus, mesmo as pessos vacinada devem continuar fazendo regularmente o seu preventivo.

Tratamento

O tratamento varia de acordo com o tipo de lesão, localização, estado imunológico do paciente e uma série de outros fatores que serão avaliados pelo médico. O objetivo é não só curar a lesão como evitar a sua transmissão. É sempre necessário o exame do parceiro. Muitas vezes será prudente o simples acompanhamento da evolução enquanto as próprias defesas orgânicas erradicam o vírus. Decidida a necessidade de tratar, podem ser aplicados medicamentos de ação local ou promovida a erradicação da lesão por métodos químicos, físicos ou cirúrgicos. O mais importante é saber que mesmo as lesões chamadas de alto grau, são curáveis em 100% dos casos.

ATENÇÃO:

HPV é extremamente disseminado, citando-se uma prevalência de 10 a 20% na população sexualmente ativa, na maior parte dos casos de forma assintomática.

A evolução para câncer não é a regra, muito pelo contrário representa uma exceção.

Face a possibilidade da infecção permanecer latente e assintomática por longos períodos e como ainda existem muitos aspectos obscuros na sua transmissão, o aparecimento da doença não significa infidelidade do ou ao parceiro atual.

Para saber mais sobre HPV: http://www.cdc.gov/std/Spanish/STDFact-HPV-s.htm Link externo

 

Última atualização ( Seg, 29 de Junho de 2009 13:36 )
 
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