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Anticoncepção

MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS

Denominamos métodos anticoncepcionais ou contraceptivos àqueles que permitem ao casal desfrutar da sua sexualidade sem que isso resulte em gravidez. Os métodos são vários, cada um adaptando-se melhor a diferentes casais. Se existisse um método ideal ele seria o único empregado. Como isso não acontece é preciso que se escolha aquele que melhor combine com o modo de ser do casal, conciliando aceitação com eficácia e segurança. É bom lembrar que não estamos considerando aqui o problema da profilaxia das Doenças Sexualmente Transmissíveis. (http://boasaude.uol.com.br/especiais/hiv_jovens/ Link externo)

De uma maneira geral, os métodos contraceptivos pode ser divididos em

  • comportamentais,
  • físicos,
  • químicos,
  • hormonais
  • esterilização definitiva

Métodos Comportamentais

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, são métodos para planejar ou evitar gestações pela observação dos sinais e sintomas que indicam a fase fértil do ciclo menstrual. Neste período deve haver abstinência sexual.

Método de Ogino-Knaus

Mais conhecido como tabelinha, consiste em calcular o início e o fim do período fértil. Para isto a mulher deve saber a duração , no mínimo, dos seis últimos ciclos menstruais espontâneos; Diminuir 18 do ciclo mais longo e 11 do mais curto. O resultado são 2 números que representam o início e o fim do período fértil.

Método da temperatura basal

A temperatura basal é, por definição, a temperatura mais baixa que o corpo de uma pessoa pode atingir quando está acordada Deve ser verificada assim que a mulher acorda pela manhã, antes de qualquer atividade. Observando e registrando esta temperatura todos os dias, a mulher poderá determinar quando ocorre a ovulação.

Na maioria dos casos a temperatura irá subir de 0,2ºc a 0,5ºc, logo após a ovulação, e daí por diante, até a menstruação, permanecerá mais alta que as temperaturas pré-ovulatórias.

Método de Billings

Também conhecido como do muco cervical consiste na observação da presença do muco diariamente. Suspender as relações ao menor sinal de muco e permanecer em abstinência por até três dias após seu desaparecimento.

Método sintotérmico

Consiste na utilização concomitante dos métodos anteriormente citados, como forma de melhorar a eficácia e diminuir o tempo de abstinência, devendo ser observados também outros sinais sistêmicos, como dor ovulatória e sangramento intermenstrual pois estes sugerem ovulação.

Coito interrompido

Baseia-se na ejaculação extra vaginal, evitando a deposição do esperma na vagina. Método muito questionável, com índice de gravidez de cerca de 25%. Muitas vezes causa insatisfação sexual e insegurança, há riscos de ejaculação precoce e de o líquido pré-ejaculatório conter espermatozóides vivos

 

Métodos Físicos

São métodos que impedem que o espermatozóide encontre o óvulo por obstáculos físicos.

Condom masculino

Mais conhecido como camisinha, além de contraceptivo serve também como proteção ás doenças sexualmente transmissíveis.

Condom feminino

O condom feminino é difícil de ser encontrado nas lojas e quando encontrado é caro em relação ao condom masculino. Em condições ideais de uso sua eficácia pode ir à 95%. O método é novo no mercado e relativamente pouco testado quando comparamos com a extensa experiência com o condom masculino. Como todo método, o condom feminino deve ser usado sobre orientação médica e junto com aconselhamento em relação as DSTs.
No Brasil já pode ser encontrados no mercado, porém com certa dificuldade.

Diafragma

Consiste em dispositivo circular de borracha com borda firme e flexível, para ser colocado na cavidade vaginal com a intenção de formar uma barreira física sobre o colo do útero evitando que os espermatozóides cheguem ao útero e as tubas uterinas. Possui alta taxa de falha (taxa de gravidez 5-25%); para aumentar sua eficácia costuma ser associado a um espermicida.

É necessário fazer um exame pélvico para medição inicial da amplitude da cavidade vaginal. Só deve ser retirado 6 horas depois de relações sexuais.

Dispositivo intra-uterino (DIU)

Fundamentalmente dividem-se em dois tipos: medicamentosos e não medicamentosos

Os simples ou não-medicamentosos atualmente só usados na China. Podem permanecer por tempo indeterminado no útero. O mais conhecido é a alça de Lippes. Ao que parece, agem aumentando a velocidade da passagem do óvulo pela trompa ou interferindo na implantação do óvulo fecundado no endométrio.

Os medicamentosos são mais eficazes e seu tempo de uso varia de acordo com cada modelo, chegando até a 10 anos. Eliminam gradualmente substâncias que podem ser hormônios (Mirena) ou íons metálicos (T de cobre), que impedem a fertilização.

 

Métodos Químicos

São considerados métodos químicos todos aqueles que impedem quimicamente a fecundação.

Espermicidas

São substâncias químicas que inativam ou matam os espermatozóide. Podem ser encontrados em forma de aerossol, espuma, cremes, pomadas, geleias, supositórios vaginais ou em esponjas. Agem causando a ruptura da membrana celular do espermatozóide , inviabilizando-os. É um método de uso simples, mas com alta incidência de falha (taxa de gravidez 10-30%). Necessita uma espera de 7 a 10 minutos após aplicação antes do ato e mantém sua efetividade somente por 1-2 horas.

 

Métodos Hormonais

Orais

Podemos encontrar contraceptivos orais compostos de uma associação de estrogênio com progestogênio ou de progestogênio puro.

Os anticoncepcionais orais combinados (AHCO) são as clássicas "pilulas" e podem ser encontrados sob três formas. A mais usada é a monofásica, consiste na associação dos dois hormônio na mesma dosagem durante todo o ciclo. As outras são a bifásica e a trifásica, em que variam as dosagens dos hormônios ao longo do ciclo. Todos agem bloqueando a liberação de gonadotrofina pela hipófise, consequentemente inibindo a ovulação, além de tornar o muco cervical hostil aos espermatozóides e alterar o endométrio. Apresentam eficácia prática de 95%. Deve-se começar sua tomada no primeiro dia de sangramento menstrual , continuando por 21 dias consecutivos, em mesmo horário. Terminada a cartela fazer 7 dias de pausa e no 8º dia começar nova embalagem. Se uma pílula for esquecida deve-se ingeri-la quando lembrar e dar prosseguimento à série, mas combinando seu uso com outro método contraceptivo eficaz, até o fim dessa cartela. É eficaz desde a primeira cartela, se tomada corretamente. Uma variação da pilula combinada é aquela feita para ser tomada continuamente, sem interrupção, o que leva à supressão das menstruações. Pode ser útil em casos de anemia , de tensão pré-menstrual ou para quem simplesmente não quer menstruar.

As progestogênio puro variam de acordo com o tipo e dosagem do hormônio utilizado. Provocam alterações menstruais, podendo ir até à supressão das regras. São indicadas na amamentação, já que não interferem na lactação, ou quando há alguma desvantagem no emprego de estrogênios.

Injetáveis

Como progestogênios isolados são utilizados Acetato de Medroxiprogesterona (150mg de 90/90 dias) ou Enantato de Nortisterona (200mg de 60/60 dias), ambos por via intramuscular profunda, de preferência no glúteo. As vantagens dos progestogênios isolados inclui a redução da anemia , pois supendem a menstruação, e entre as desvantagens poder provocar em algumas mulheres aumento de peso, aparecimento ou piora de acne, depressão e diminuição do libido. (http://www.contraceptivotrimestral.com.br/ Link externo)

Os combinados são uma associação de um estrogênio a um progestogênio, administrados mensalmente por via intra-muscular. Deve ser tomando o cuidado de não massagear o local da aplicação, para não interferir na absorção do produto. O principal efeito colateral, que pode levar á descontinuidade do uso, são as irregularidade menstruais que podem eventualmente ocorrer. É aconselhável o uso adicional de preservativo no primeiro ciclo.

O uso de contraceptivos injetáveis contorna dois inconvenientes da contracepção oral, como a falta de aderência (esquecimento ou falta de motivação) e perturbações digestivas (como náuseas, vômitos).

Implantes

Consistem em bastonetes, tubos flexíveis de progestogênio colocados sob a pele, na parte interna do braço da mulher (Implanon). De ação prolongada, duram 3 anos. Há uma forma biodegradavél que se dissolve, desaparecendo. Sua eficácia é de cerca de 99%.

Anéis vaginais

São anéis em que a mulher coloca na vagina e são trocados uma vez por mes. Há os somente com progestogênio e os combinados de progestogênio e estrogênio. Assim como os injetáveis, eliminam os inconvenientes que algumas mulheres apresentam quando é usada a via oral. (http://www.nuvaclube.com.br Link externo)

Adesivos

Associação de estrogênio/progestogênio, aplicados na pele semanalmente, são outra forma de evitar inconvenientes da via oral.

Anticoncepção de emergência

Também conhecido como regime de Yuzpe só deve ser utilizado em ocasiões especiais. Deve ser administrado até 72 horas após o coito desprotegido. Tem eficácia de 75%. Impede a junção do óvulo com o espermatozóide, evitando a fecundação ou, se a fecundação já ocorreu, impossibilita que o ôvo se fixe na parede do útero.

 

Métodos de Esterilização Definitiva

Não poderia deixar de ser citada a anticoncepção cirúrgica, método irreversível. Antes de optar por um desses métodos deve-se pensar muito, pois caso haja arrependimento a possibilidade de reversão é extremamente baixa.

Ligadura das trompas

Consiste em uma cirurgia que retira uma porção da tuba uterina, impedindo a fecundação. Pode ser feita após o parto, na mesma cirurgia. Só deve ser indicado para mulheres com intolerância a outros métodos, mais de 30 anos e/ou que já tiveram muitos filhos. Sua eficácia é de 99,5%, havendo o pequeno risco de reversão da laqueadura.

Vasectomia

Cirurgia ambulatorial, onde os canais deferentes do homem são interrompidos, impedindo a saída dos espermatozóides. A potência e a ejaculação permanecem normais, mas não há espermatozóides. Contra-indicada para homens sem filhos, com menos de 30 anos e/ou que acabaram de se separar. Tem eficácia de 98%. Pode ser tentada reanastomose, se quizermos reverter a vasectomia, porem a fertilidade só é restabelecida em 50% a 60% dos casos.

 


Última atualização ( Dom, 21 de Junho de 2009 13:57 )
 
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