Herpes Genital
Os herpesvirus dos grupos I e II causam o Herpes simples, que pode localizar-se no lábio ou na região genital.
O Herpes labial é geralmente causado pelo HSV I, mas, ocasionalmente, pode ser devido ao HSV II.
O Herpes genital geralmente é causado pelo HSV II, mas pode, eventualmente, ser causado pelo HSV I.
Estima-se que 90% da população já teve contato com o vírus, mas apenas em 40% instala-se a infecção.
Evolução da infecção
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Fase da Primoinfecção. A transmissão faz-se por contato direto, oral ou genital, e a infecção primária ocorre de 2 a 21 dias após esse contato, em média 5 dias. O quadro inicial pode ser exuberante; na maior parte das vezes, entretanto, essa primoinfecção é inaparente e o indivíduo não percebe que foi infectado.
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Fase da infecção latente. Da porta de entrada o vírus migra pelo axônio para um gânglio nervoso espinhal - do trigêmeo para o labial ou para os gânglios sacros no caso do herpes genital - onde costuma permanecer assintomático.
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Fase da disseminação assintomática. Após um período variável, o vírus pode iniciar um processo de multiplicação, promovendo disseminação assintomática que atinge diversos fluidos orgânicos (saliva, semem e fluidos vaginais), podendo, nessa fase, haver transmissão sem que se perceba.
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Fase de reativação Em determinadas condições, como estresse, cansaço ou outras causas que propiciem queda da imunidade, a infecção pode ser reativada, voltando a manifestar-se clinicamente no mesmo local da primoinfecção.
Sintomas clínicos
A lesão inicial corresponde a uma ou mais pequenas áreas de vermelhidão, muito sensíveis. Forma-se, depois, no centro de cada área, uma vesícula repleta de líquido transparente, rico de partículas infecciosas. As vesículas rompem-se, originando pequenas úlceras muito sensíveis, as quais, após alguns dias, desaparecem sem deixar cicatriz.
O ciclo completa-se em cerca de 10 ou 15 dias.
A primoinfecção pode apresentar sintomatologia mais exuberante; no caso do herpes genital, ocasiona mal estar, febre, disúria e adenopatia inguinal.
Nas reativações, as manifestações são mais discretas.
Em alguns casos, como em indivíduos com a imunidade diminuída ou imunoincompetentes, pode haver complicações, como a persistência da infecção ou a transmissão para o sistema nervoso central, causando meningite ou encefalite.
Diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico.
O diagnóstico laboratorial, nem sempre disponível, pode ser útil nos casos atípicos, em que há dúvidas.
Nesses casos, o melhor exame é a citologia corada (método de Tzanck).
Na fase inicial, pode, também, ser usada a imunofluorescência, que permite a identificação de antígenos específicos.
O ELISA para HSV1 e HSV2 só terá utilidade numa fase posterior, depois que surgirem os anticorpos.
Profilaxia
Presentes os sintomas, não deve haver contacto sexual, para evitar a transmissão.
Devem ser adotados bons cuidados de higiene nas lesões, evitando-se assim a autoinoculação e infecções secundárias.
O uso correto do preservativo diminui sensivelmente a possibilidade de transmissão, mas não é método inteiramente seguro, pois o preservativo pode deixar de cobrir áreas passíveis de contato.
É importante lembrar que mesmo que o parceiro não apresente qualquer sintoma, ele/ela pode estar numa fase de disseminação assintomática, como foi anteriormente descrito.
A única maneira inteiramente segura de evitar as DST, inclusive Herpes, é a abstinência sexual ou o contato sexual monogâmico entre parceiros previamente testados com resultado negativo.
Se uma pessoa já passou pela primoinfecção seria desejável que informasse ao parceiro sobre sua condição.
Herpes genital e gravidez
O Herpes pode ocasionar sérios problemas durante a gravidez, principalmente quando a primoinfecção ocorre durante a gestação em curso. Nos primeiros meses pode, eventualmente, ocasionar aborto ou lesões fetais. Mais tarde, a contaminação do recém-nascido pode dar-se no momento do parto, originando sérias complicações. Recomenda-se que a mãe seja medicada e o parto, havendo sintomas clínicos, será preferencialmente por cesariana.
Tratamento
Não existe, até o momento, cura total para o Herpes. O tratamento visa encurtar a crise e espaçar ao máximo as recidivas. Para que o tratamento seja eficaz, é necessário que se inicie tão logo se observem os primeiros sintomas, se possível dentro das primeiras 6 horas. Um médico de confiança irá indicar o medicamento correto e a dose adequada.
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